bicicloteca

Bicicloteca_fsp

A  “Bicicloteca” é uma biblioteca itinerante, um movimento independente  existente em diversas comunidades brasileiras e em outros países, geralmente para pessoas sem acesso a biblioteca ou comunidades distantes dos centros,  as  quais utilizam a bicicleta como veículo para o transporte de livros.  [http://biciclotecas.wordpress.com/]

Conheci hoje (29/11/2011) este projeto porque foi destaque no programa da Ana Maria Braga.

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falando em bibliotecas...

a @livrosepessoas acabou de twittar sobre as:

10 bibliotecas que você deveria conhecer

1. Biblioteca de Livros Raros Thomas Fisher, Toronto, Canada
2. Biblioteca Pública de Nova York
3. Biblioteca do Parlamento, em Ottawa, Canadá
4. Biblioteca Pública de Boston
5. Biblioteca Nacional de São Marcos, Veneza, Itália
6. Biblioteca do Vaticano, Vaticano, Roma
7. Biblioteca de Livros Raros e Manuscritos da Universidade de Yale, New Haven, CT
8. Sala de Leitura do Museu Britânico, Londres, Inglaterra
9. Biblioteca Bodleiana, Oxford, UK
10. Biblioteca do Congresso, Washington DC

Entre aqui para saber porque e ver as imagens: http://www.livrosepessoas.com/2011/11/26/10-bibliotecas-que-voce-deveria-conhecer/

Eu conheci apenas duas, ainda! A Biblioteca do Vaticano, em Roma e a Sala de Leitura do Museu Britânico, Londres, Inglaterra.

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o [livro] sagrado

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Thoth é o Deus da escrita. Também conhecido como Hermes ou Mercúrio, o mensageiro (não é à tôa que na astrologia mercúrio é o planeta da comunicação). Antigamente, no Egito, o ato de escrever era algo muito sagrado. O Escriba maior se preparava como um ritual para receber Thoth e então escrever algo. Instigador pensar que a escrita era algo tão restrito e, por isso, algo que dava a essas pessoas, um destaque na sociedade.

Hoje há quem se destaque porque escreve, mas não apenas porque só escreve. Imagina olhar vários desenhos, formas, signos e nada entender? Como não admirar e não acreditar em algo sagrado mesmo, divino, se aquela pessoa conseguia registrar e com isso, comunicar?

"As bibliotecas são anteriores aos livros e manuscritos." [A palavra escrita, Wilson Martins]

Talvez por essas primeiras crenças da escrita as primeiras bibliotecas nada tinham de públicas. Elas eram pessoais, cada um tinha a sua própria biblioteca, particular. E as grandes bibliotecas, primeiras, eram como lugares sagrados, que só permitiam a entrada e consulta de pessoas únicas, quase sagradas. Talvez também porque os primeiros registros de escrita e consequentemente as primeiras bibliotecas eram ligadas a religião, a igreja, ao sagrado.

Na antiguidade, existiram bibliotecas minerais (tabletas de argila) e na idade média bibliotecas vegetais e animais (rolos de papiros e pergaminhos). Eram grandes depósitos de volumen.

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"Até a Renascença, as bibliotecas não estão a disposição dos profanos: são organismos mais ou menos sagrados." [A palavra escrita, Wilson Martins]

As bibliotecas eram mais depósitos (ou poderia dizer até esconderijo) do que um lugar para se consultar livros, conhecê-los. Por curiosidade, vale registrar aqui a primeira biblioteca do Egito, em Tebas. Tinha escrito em sua entrada: "O Tesouro dos Remédios da Alma". A maior biblioteca da antiguidade foi a de Alexandria, com mais de 700 mil volumes (volumen).Volumen: manuscrito enrolado. Ele se mantém até ao ano 300, aparecendo o codex por volta do século IV. Só em 1470 (século XV) que aparecem os livros menores, com folhas dobradas.

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Sei que conforme a escrita vai perdendo o caráter divino para o social e público, as bibliotecas também vão mudando. Os copistas passam a existir e os volumens começam a circular no mundo... Este é o início do publicar? editar? Não é mais apenas um escriba , a serviço de Thoth, escrevendo a história daquele faraó... É um volumen sendo copiado para outras pessoas terem acesso. É um espaço para o livro, para lê-lo e para copiá-lo.

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história

História sempre foi uma matéria complicada para mim. Não sei exatamente por qual motivo, mas aquela história alí, do mundo, da antiguidade ou de pouco tempo atrás parecia não me pertencer. Lembro que sempre decorei o que precisava para a prova e na época do vestibular foi complicado, pois não tinha como decorar tudo, tive que estudar de verdade e tive bons professores na época para fazer eu entender e começar a aprender história.

Na faculdade aprendi a história do design, da arte entre outras coisas mais específicas da área... Quando se aprende a história do que tem mais proximidade com você, ela faz mais sentido, ela tem mais tesão. Gostava de aprender a história, mas sempre me interessou mais hoje, a prática, o fazer e o experimentar.

Historia

Agora, nessas primeiras três aulas do curso, me deparei com várias pinceladas da história da escrita, do livro, da biblioteca, do editor, do livreiro, do encadernador, da impressão... Entre outros temas desse universo, algumas coisas eu sabia, claro, mas muitas coisas não tinha ideia... Nunca fez tanto sentido a história aqui comigo. Parece que eu estava em coma e agora deu um click. É como se me desse conta de como pude viver até hoje sem saber o caminho que aquele livro percorreu nos tempos e no mundo até ele ser o que é, hoje, em minhas mãos.

Este objeto de desejo, este livro-obejeto. Este negócio de papel com um monte de palavras juntas... Quanta coisa é isso. Quanta coisa fantástica há nisso. Quanta história...

Uma pena ter tido apenas três aulas para aprender e filosofar a respeito. Poderia ter tido mais umas cinco, talvez?... Vou tentar continuar filosofando e registrando aqui algumas pinceladas dessa história.

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um pouquito de produção gráfica

Uma pausa na história e na filosofia para mostrar uma capa maravilhosa!

Assistam: Novum 11/11 – Making Of Cover

Que trabalheira doida, mas que vale muito a pena!!! Curti muito.

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a palavra "livro"

Etimologia, etymology em inglês, vem do grego étumos (real, verdadeiro) + logos (estudo, descrição, relato) e significa hoje o estudo científico da origem e da história de palavras.

Hoje, na primeira aula, me chamou atenção quando Gustavo de Castro falou que livro vem do termo em latim liber. Na hora pensei em liberdade. E como o livro liberta... Mas buscando na internet sobre, descobri mais precisamente o que siginifica: "O termo liber em sua origem queria dizer “membrana vegetal encontrada sob a casca das árvores”. A ampliação de sentido teve início no próprio latim. Quando o liber, suporte primitivo de textos escritos, deu lugar ao papiro, invento egípcio que foi o precursor do papel, a palavra se conservou com o sentido de livro – ou melhor, os dois sentidos principais de livro, tanto objeto físico quanto obra literária."

Navegando mais entendi também melhor esse siginifcado: "O papiro consiste em uma parte da planta, que era liberada, livrada (latim libere, livre) do restante da planta – daí surge a palavra liber libri, em latim, e posteriormente livro em português. Os fragmentos de papiros mais “recentes” são datados do século II a.C.".

Ou seja, de alguma forma o livro tem esse conceito de liberdade, mas não é tão direto assim. E, essa liberdade estaria mais no papel que no livro em si, hoje. Será que é por isso que o livro impresso, no papel, para mim, permita uma liberdade (e viagem) maior que um e-book? Filosofando...

Um blog me chamou muito atenção "Origem Da Palavra - Site de Etimologia", mais precisamente quando fala da origem da palavra livro e outros termos do mundo editorial. Vale a pena ler as origens e também a história de um menino com seu avô: http://origemdapalavra.com.br/palavras/livro/.> (Adorei a historinha... Ela evolui falando de capa... e entra até em termos de encadernação manual, no qual eu me interesso muito).

Quanto a origem da palavra "Pasquim", não consegui achar nada parecido com o que o professor disse na classe: que vem de Pasquino, que era um cavalo (tipo escultura) onde as pessoas podiam escrever lá (ou colar lá) o que quizessem, como por exemplo que não gostavam do Papa. Por aí na internet achei isto: "a palavra pasquim deriva de Pasquino, personagem que habitou e abalou a Roma do Século XV". Cavalo ou personagem, a ideia era de democratização (popularização) da publicação. E, por vir de todos, tinha todo tipo de mensagem/ideia, sem edição. Enquanto não acho mais nada... Ficamos aqui com esses registros.

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depois da primeira aula...

Hoje tive a primeira aula do curso de Especialização em Gestão e Tecnologias Editoriais, na Universidade de Brasília (UnB). Não estudava desde que me formei em Desenho Industrial, em 2004 e fazia uns três anos que estava procurando um curso de especialização na área editorial em Brasília ou à distância. Finalmente este curso começou e aqui na UnB. Hoje foi a primeira aula e aproveitei a animação e criei este espaço para tentar organizar meus pensamentos e ideias sobre os conteúdos do curso.

É um espaço para mim. Não tem nenhum plano megalomaníaco de registrar aqui todas as aulas, ser um guia do curso ou estudo, muito menos um diário. Publicar, como o próprio professor disse hoje, é uma necessidade do ser humano, necessidade de registrar a escrita, ontológico. Porque publicamos? Porque publicar? Esta é apenas uma das várias perguntas que o professor Gustavo de Castro deixou para a gente filosofar a respeito.

Minha cabeça está tinlitando de ideias, pensamentos, palavras... E ter um espaço para "publicar/registrar" esse processo dessa nova fase em minha vida, de alguma forma, me acalma e me completa. Se o livro pode ser meu companheiro, essa "conversa" aqui pode ser também uma companhia nesses pensamentos editoriais.

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